Sessões Científicas

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As contribuições serão organizadas nas seguintes sessões:

Sessão 1: Física Solar e Magnetosferas Planetárias

Chair: Dr. Jean-Pierre Raulin (Mackenzie)
Co-Chair: Dr. Jose Henrique Fernandez (UFRN)

A variabilidade do Sol é determinante para descrever a dinâmica do meio interplanetário, do estado físico do espaço em torno da Terra e dos outros planetas e de suas diferentes camadas ou atmosferas. As manifestações mais conhecidas da atividade solar são repentinas liberações de energia (1023-1024 J/s), ou explosões solares, nas regiões ativas do disco solar, que resultam em excessos de radiação em todo o espectro eletromagnético, aceleração de partículas até energias ultra relativísticas, e, eventualmente, da ejecção de grandes quantidades de plasma magnetizado (EMC). Assim, a atividade solar transiente, pode afetar seriamente sistemas tecnológicos na superfície da Terra ou no espaço. Durante períodos calmos, o disco solar libera quantidades de energia ainda maior (1025-1026 J/s), cuja variabilidade se manifesta em longo prazo e caracteriza o ciclo solar de 11 anos, podendo ter influência nas camadas mais baixas de atmosfera terrestre. Esta sessão tem como temática a investigação da atividade solar, seja de transiente ou de longo prazo, com ênfase na sua origem, de possíveis indicadores ou precursores de sua variabilidade, e do seu papel na dinâmica da magnetosfera terrestre ou de outros planetas. Assim, serão aceitos trabalhos experimentais e/ou teóricos sobre explosões solares, ciclo solar, e subprodutos, como eventos de partículas, EMCs e tempestades magnéticas, e influencia na dinâmica de magnetosferas planetárias que inclui os mecanismos de captura e perda de partículas, e sua relação com o vento solar.

Sessão 2:  Ionosfera: Terrestre e Planetárias

Chair: Dra. Inez Staciarini Batista (INPE)
Co-Chairs: Dr. Paulo Alexandre Bronzato Nogueira (IFSP) e Dr. Paulo Roberto Fagundes (UNIVAP)

Nos dias atuais a tecnologia faz parte do dia-a-dia de praticamente todos os cidadãos. Por isso, conhecimento preciso da ionosfera terrestre e dos diversos fenômenos que podem afetar a propagação das ondas eletromagnéticas que a atravessam é crucial para o entendimento e possível mitigação dos efeitos danosos que prejudicam o bom funcionamento dos sistemas que dependem de sinais que se propagam na ionosfera ou através dela. Nessa sessão serão aceitos trabalhos que discorram sobre os mais diversos processos e fenômenos ionosféricos, tanto relacionados à ionosfera terrestre quanto a ionosferas planetárias. São especialmente encorajadas contribuições versando sobre os processos da ionosfera equatorial e tropical que utilizem técnicas observacionais tanto baseadas no solo quanto em veículos espaciais, assim como estudos que utilizam modelos teóricos ou simulação numérica. Resultados de pesquisas que estejam relacionados ao efeito do clima espacial na ionosfera, assim como aqueles que abordam o acoplamento entre a atmosfera e a ionosfera são particularmente encorajados.

Sessão 3:  Clima Espacial e Relações Sol-Terra

Chair: Dr. Alisson Dal Lago (INPE)
Co-Chair: Dr. Cristiano Max Wrasse (INPE)

Clima Espacial é um tema multidisciplinar, envolvendo aspectos científicos e aplicados. Este tópico envolve estudos sobre a atividade solar, heliosfera, espaço interplanetário, magnetosfera, ionosfera e atmosfera. Esta sessão é direcionada a uma ampla comunidade, incluindo, mas não limitado a, físicos solares, heliosféricos, raios cósmicos, magnetosféricos, ionosféricos e atmosféricos. Estimulam-se estudos multidisciplinares, tanto científicos quanto aplicados.

Sessão 4:  Engenharias Associadas com Geofísica Espacial e Aeronomia

Chair: Dr. Andrei Piccinini Legg (UFSM)
Co-Chairs: Dr. André Luís da Silva (UFSM) e Dr. Eduardo Escobar Bürger (INPE)

Nesta sessão serão mostrados os desenvolvimentos recentes e futuros da engenharia associados à Geofísica Espacial e Aeronomia. Desenvolvimentos tecnológicos e inovadores de engenharia com o potencial de prover novas observações, caracterizações, medidas inovadoras ou dados melhores que beneficiem a investigação dos fenômenos das áreas de Aeronomia e geofísica espacial. Apresentações relacionadas a novas missões espaciais; pequenos satélites científicos; sondas embarcadas; desenvolvimento de sensores; novos equipamentos e softwares (enabling technologies); novos métodos e processos utilizados em Terra ou in-situ para estudar fenômenos relacionados ao clima espacial (relação Sol-Terra, reconexão magnética, fenômenos ionosféricos, entre outros) e relativos à fenômenos que ocorrem desde média até a alta atmosfera neutra (luminescência atmosférica, ondas de gravidade, eventos luminosos transientes (ELTs), entre outros).

Sessão 5:  Mesosfera e Termosfera

Chair: Dr. Fábio do Egito Gomes (UFRB)
Co-Chairs: Dr. Prado Prado Batista (INPE) e Dr. Lourivaldo Mota Lima (UECG)

A mesosfera e a termosfera, localizadas aproximadamente nos intervalos de 50-90 km e 90-1000 km acima da superfície terrestre, respectivamente, englobam boa parte de média e alta atmosferas. Nos últimos 50 anos o conhecimento da Física e da Química dessas regiões avançou consideravelmente. Ainda assim, há muitas questões que devem ser abordadas. Dessa forma, a sessão “Mesosfera e Termosfera” será um fórum para apresentação e discussão de recentes estudos e avanços acerca dos processos físicos e químicos do sistema Mesosfera-Termosfera que afetam suas respectivas estruturas térmica e dinâmica, bem como atuam no acoplamento com outras regiões atmosféricas. Serão bem-vindos estudos desenvolvidos a partir de medidas experimentais de vento, temperatura, aeroluminescência e composição, bem como a partir de modelagem teórica e computacional, envolvendo os seguintes tópicos:

  • Atividade ondulatória: propagação, transporte e transferência de energia e momentum por ondas de gravidade, marés e ondas planetárias, e seus impactos na atmosfera neutra e ionizada;
  • Interação entre ondas atmosféricas: geração de ondas secundárias, propagação e efeitos na atmosfera neutra e ionizada;
  • Variações de longo prazo do sistema mesosfera-termosfera;
  • Acoplamento vertical com outras regiões atmosféricas;
  • Novas técnicas e/ou métodos para determinação e análise espacial e temporal de parâmetros físicos de interesse, tais como temperatura e vento.

Sessão 6: Modelagem e Computação Aplicada à Geofísica Espacial e Aeronomia

Chair: Dr. Mauricio J. A. Bolzam (UFG)
Co-Chair: Dr. Jean Carlo Santos (UTFPR)

A Física Espacial e a Aeronomia são ciências naturais relacionadas com os processos físicos e as propriedades físicas da Terra e seu ambiente espacial circundante. Assim, o uso de métodos quantitativos para sua análise, incluindo modelagem sofisticada e computação aplicada, são fundamentais para a compreensão dos diversos processos físicos do ambiente terrestre e externo. Além disso, devido a uma grande quantidade de dados coletados, é essencial usar técnicas avançadas de análise de sinal para fornecer uma melhor análise desses mesmos processos físicos. Esta sessão congratula-se com apresentações em todo o amplo espectro de ferramentas matemáticas, incluindo a modelagem numérica, abordagens computacionais e todas as possíveis técnicas de investigação, incluindo metodologias recentes ou antigas e abordagens numéricas aplicadas para uma ampla gama de Física Espacial e Aeronomia.

Sessão 7:  Meteorologia: Fenômenos Estratosférico e Troposférico

Chair: Profa. Dra. Damaris Kirsch Pinheiro (UFSM)
Co-Chair: Profa. Dra. Nathalie Tissot Boiaski (UFSM)

Nessa sessão serão aceitos trabalhos que envolvem as áreas e subáreas da Meteorologia tais como: meteorologia dinâmica e sinótica, climatologia, mudanças climáticas, química da atmosfera, poluição atmosférica, interação superfície-atmosfera, biometeorologia, agrometeorologia, meteorologia de meso e micro-escala. Resultados de pesquisas que estejam relacionados à química e física da troposfera e estratosfera e suas relações com a superfície terrestre são o foco principal desta sessão.

Sessão 8:  Geomagnetismo e Magnetotelúrica

Chair: Dr. Arian Ojeda González (UNIVAP)
Co-Chairs: Dr. Alan Prestes e Dra. Virginia Klausner de Oliveira  (UNIVAP)

Com a invenção da bússola como instrumento de navegação e orientação em longas viagem, a sociedade  teve interesse em estudar o campo geomagnético. Em 1865 com a formulação das equações de Maxwell, ficou estabelecido que o campo magnético é produzido por corrente elétrica e/ou  variações  de  campo  elétrico. Essa teoria foi útil para aperfeiçoar os métodos físico-matemáticos para modelar o campo geomagnético, ao mesmo tempo permitiu construir novos instrumentos para medi-lo com excelente precisão. A junção modelo e medição possibilitou a elaboração de modelos semi-empíricos mais precisos, como por exemplo, o IGRF que abrange o período 1900-2015, sendo atualizado a cada cinco anos. O geodínamo é, possivelmente, responsável por mais de 90% do campo total medido em qualquer ponto da superfície do planeta. Além dessa principal contribuição, o campo magnético crustal e as correntes magneto-telúricas, e as variações de origem externa gerada pelas correntes elétricas das camadas ionizadas (Ionosfera e Magnetosfera) contribuem para o valor restante do campo magnético medido na superfície terrestre. Nessa sessão serão aceito trabalhos que discorram sobre os mais diversos processos físicos e fenômenos geomagnéticos, tanto relacionados com o estudo das contribuições ao campo geomagnético de origem externa e/ou interna que utilizem técnicas observacionais tanto baseadas no solo quanto em veículos espaciais, assim como estudos que utilizam modelos teóricos ou simulação numérica. Em especial são encorajadas resultados de pesquisas magnetotelúricas realizados sobre o território Brasileiro.